O que o líder pode aprender com as mães

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Ela coordena horários e negocia agendas. Define metas diárias, mensais, anuais para o grupo. Faz gestão econômica, e desenvolve pessoas. Cria projetos e corrige falhas nos processos como ninguém. E, além disso tudo, consegue manter engajados todos da equipe.

Definitivamente, todos os líderes têm algo a aprender com as mães.

A complexidade da família faz jus às mais sofisticadas organizações. A começar pelas rotinas. Alimentação, tarefas escolares, compras, lazer, trabalho: a logística de manter uma família “funcionando” requer empenho. E, quando algo não funciona, ou sai do plano, o improviso e a capacidade de reinventar entram em ação.

A gestão da família não é o único grande talento das mães. Manter o grupo (a família) conectado, apesar de todas as diferenças existentes, é um desafio que poucos líderes conseguem realizar. São pessoas em diferentes estágios da vida, com personalidades diferentes, que precisam se manter unidas para esse convívio tão ímpar que é estar em família.

A habilidade de se adaptar a mudanças e a cenários adversos é invejável. A começar pela época em que nasce o filho, que é o momento em que a família surge, e, com ela, o papel de mãe. Nenhuma “promoção” vem tão acompanhada por desafios como se tornar mãe. É preciso reduzir as necessidades individuais para dar conta de cuidar e manter vivo aquele novo ser que chega. Os horários mudam, as tarefas ficam mais complexas. Quando nasce um filho, nasce também um novo papel na vida da mulher.

A mãe, tal qual o líder ideal, consegue ver o melhor de cada integrante do grupo, e fomenta esse ponto alto. Aponta as falhas e o que pode ser melhorado, e incentiva a empatia entre os familiares. Quando necessário, repreende – mas sabe reconhecer os feitos positivos.

Obviamente, estamos aqui pensando em uma imagem ideal de “mãe”, que nem sempre se encontra no real. Mas o exercício vale a pena. Pensar em tudo o que a figura materna pode contribuir para a formação do líder é proveitoso, nos faz pensar.

O mais enriquecedor desse exercício é perceber que, sim, é possível fazer a gestão, conectar pessoas para um objetivo comum, incentivar talentos e performar, apesar de todas as dificuldades. Basta olharmos para o lado, vermos a nossa mãe, a mãe do amigo, a mãe vizinha. Cada uma, em sua forma específica, em um ou outro grau, exerce diariamente habilidades de liderança que são possíveis desenvolvermos e colocarmos em prática. Basta tentarmos e mantermos aceso o compromisso em manter a família – ou seria a empresa? – funcionando.

Giovanna Caseli é mãe, coach executiva, pessoal e de carreira. Focada em conectar membros de famílias empreendedoras. Saiba mais em www.giovannacaseli.com.br.